Dos primórdios aos dias de hoje
Almada nasceu à beira-rio e nunca deixou de viver em função dele. Esta é a corrente que atravessa a sua história — da pré-história à cidade universitária e cultural que é hoje.
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Pré-história · há cerca de 5000 anos
As primeiras gentes junto ao Tejo
Os vestígios mais antigos de ocupação humana na região remontam ao Neolítico, com achados também de época Paleolítica, Calcolítica e da Idade do Bronze. Sítios como a Quinta do Almaraz testemunham uma vida ligada ao rio desde tempos muito remotos.
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Antiguidade
Fenícios, cartagineses e romanos
A posição estratégica na foz do Tejo transformou a região num ponto de passagem e comércio para diferentes povos mediterrânicos, com ocupação púnica e romana documentada na Quinta do Almaraz e Quinta da Torre.
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Domínio árabe
Al-Ma'adan, "a mina"
Acredita-se que o nome Almada derive do árabe al-ma'adan ("a mina"), associado à exploração do jazigo de ouro da Adiça. Os árabes fortificaram o promontório natural, erguendo uma praça militar que vigiava a entrada do Tejo em frente a Lisboa.
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1190
Foral régio e domínio cristão
Após a conquista cristã sob D. Sancho I, Almada recebe foral em 1190, ligado à Ordem Militar de Santiago. Em 1297, D. Dinis integra o território nos bens da Coroa, definindo a primeira delimitação oficial do concelho.
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1384
O cerco castelhano
Durante o Interregno, Almada é cercada pelas tropas de Castela. A população resiste dentro dos muros do Castelo, privada da Fonte da Pipa — o principal ponto de abastecimento de água — até a vila se render, num dos episódios mais duros da sua história medieval.
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1755
O terramoto e os séculos lentos
Entre os séculos XVI e XVIII, o crescimento da vila é lento. O terramoto de 1755, que devastou Lisboa, causa também estragos consideráveis em Almada.
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Séc. XIX
Da agricultura à indústria
A abertura da estrada Cacilhas–Trafaria marca a moderna expansão urbana. Nascem indústrias de fiação, tecelagem, cortiça e moagem, e em 1861 é construído, num dos estaleiros navais locais, o primeiro barco de ferro do país — Almada torna-se vila industrial.
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1959 · 1966
O Cristo Rei e a Ponte sobre o Tejo
O Santuário Nacional de Cristo Rei é inaugurado em 1959, inspirado no Cristo Redentor do Rio de Janeiro. Em 1966 abre a ponte sobre o Tejo — hoje Ponte 25 de Abril — mudando para sempre a relação entre as duas margens.
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1973
De vila a cidade
Com o forte crescimento populacional das décadas de 40 a 70 — impulsionado pela procura de emprego e habitação — e o desenvolvimento urbanístico, Almada é elevada a cidade a 21 de junho de 1973.
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1974 · 1976
Abril e o poder local democrático
Com a Revolução de 25 de Abril, os almadenses passam a organizar-se e discutir livremente os problemas locais. As primeiras eleições autárquicas realizam-se em dezembro de 1976, abrindo uma nova fase na vida do concelho.
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2007–2008
O Metro Sul do Tejo
Inaugurado a 30 de abril de 2007 entre Corroios e Cova da Piedade, e estendido a Cacilhas em novembro de 2008, o Metro Transportes do Sul (MTS) transforma a mobilidade entre Almada e Seixal.
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Hoje
Cidade universitária, cultural e ribeirinha
Almada é hoje sede de ensino superior, de um dos festivais de teatro mais respeitados da Europa, e destino turístico de praia e património — sem nunca perder a identidade ribeirinha que a fez nascer.
A Costa da Caparica vista do céu
Um olhar aéreo sobre a Costa da Caparica, no concelho de Almada — areal, arriba fóssil e o Atlântico ali mesmo ao lado da cidade.
Nota — vídeo de terceiros incorporado a partir do YouTube. Para conteúdo oficial da autarquia, o canal youtube.com/cmalmada reúne os vídeos da Câmara Municipal de Almada.
Pontos de interesse
De miradouros a museus flutuantes: o essencial para conhecer Almada a pé, de elevador ou de cacilheiro.
Santuário do Cristo Rei
Inaugurado em 1959 e inspirado no Cristo Redentor do Rio de Janeiro, com 110 metros de altura e vista panorâmica sobre Lisboa, o Tejo e a Ponte 25 de Abril.
cristorei.pt → 2 MiradouroElevador Panorâmico da Boca do Vento
Sobe 50 metros e liga a Almada Velha à zona ribeirinha e ao Jardim do Rio, com terraço e vista sobre o Tejo — trajeto gratuito, todos os dias das 9h30 às 23h30.
cm-almada.pt → 3 Museu flutuanteCacilhas e a Fragata D. Fernando II e Glória
Antiga zona industrial hoje ponto de encontro à beira-rio, com esplanadas em frente a Lisboa e o navio-museu da última fragata de guerra a vela do mundo.
cm-almada.pt → 4 Arte & jardimCasa da Cerca — Centro de Arte Contemporânea
Uma quinta centenária transformada em espaço de exposições, com jardins e vista privilegiada sobre o Tejo — também palco do Festival de Almada.
cm-almada.pt → 5 CasteloAlmada Velha e o Castelo
O bairro histórico onde tudo começou: ruas estreitas, escadinhas e a Fonte da Pipa, testemunha do cerco castelhano de 1384. Vale a pena perder-se sem mapa.
cm-almada.pt → 6 NaturezaArriba Fóssil da Costa da Caparica
Paisagem Protegida desde 1984, com cerca de 13 km e 1599 hectares — a falésia que acompanha o areal da Costa da Caparica, cenário natural único no país.
cm-almada.pt → 7 Pulmão verdeParque da Paz
O maior parque urbano do concelho, com 50 hectares de relvados, um lago com fauna diversa e a Estação da Biodiversidade — o grande pulmão verde de Almada.
cm-almada.pt → 8 MemóriaMuseu da Cidade — Casa da Cidade
Instalado na antiga Quinta dos Frades, o núcleo sede do Museu de Almada reúne a exposição de longa duração sobre a história do concelho, complementada por mostras temporárias.
cm-almada.pt →A rede de transportes
Almada está a 10 minutos de cacilheiro de Lisboa e ligada por metro de superfície, comboio, autocarro e barco — a Margem Sul não fica longe de nada.
Gastronomia
Entre o rio e o mar, a cozinha de Almada é, sobretudo, uma cozinha de peixe fresco, marisco e petisco partilhado.
Marisqueiras ribeirinhas
A faixa de restaurantes junto ao terminal fluvial é célebre pelo marisco fresco e pelo peixe grelhado, com Lisboa como pano de fundo do outro lado do rio.
Peixe de areal
Nos restaurantes junto à praia, a caldeirada, as amêijoas e o peixe do dia são companhia obrigatória de um pôr do sol atlântico.
Bifanas e tasquinhas
As tasquinhas de bairro, com as suas bifanas e petiscos de balcão, continuam a ser o retrato mais informal — e mais afetivo — da mesa almadense.
Tradição conventual
Como em toda a região ribeirinha, a doçaria de origem conventual portuguesa marca presença nas pastelarias do concelho, para fechar a refeição em beleza.
Praias
Um extenso areal atlântico, sustentado pela imponente arriba fóssil, com praia para cada tipo de dia.
Praias urbanas
Junto à vila da Costa da Caparica, com bons acessos, apoios de praia e o ambiente mais familiar do areal.
Zona de surf
Ondulação constante e escolas de surf tornaram a Costa da Caparica uma referência para quem procura mar bravo.
Arriba Fóssil
A falésia que acompanha o litoral cria um cenário natural dramático, visível em quase todo o percurso do areal.
Fonte da Telha e sul
Mais a sul, o areal ganha um ar mais selvagem e tranquilo, longe da azáfama do centro da Costa da Caparica.
Onde ficar
De soluções hoteleiras tradicionais a experiências mais intimistas, o concelho tem alojamento para quem quer ficar mais do que um dia na Margem Sul.
Hotéis & hostels
Da hotelaria tradicional a pousadas e hostels, com opções junto ao rio, à cidade e às praias.
Alojamento local & turismo de habitação
Experiências mais intimistas em casas particulares e turismo de habitação, registados junto da autarquia.
Campismo & caravanismo
Para quem prefere dormir mais perto da natureza, junto à Arriba Fóssil e ao litoral da Costa da Caparica.
Teatro
"Uma companhia nascida ainda em ditadura, que fez de Almada um dos palcos mais respeitados da Europa."
- 1971 Nasce em Lisboa o Grupo de Campolide, fundado por Joaquim Benite.
- 1978 A futura Companhia de Teatro de Almada instala-se na cidade.
- 1984 Primeira edição da Festa de Teatro de Almada, em palco improvisado ao ar livre no Beco dos Tanoeiros.
- 2005 Inauguração do edifício do Teatro Municipal Joaquim Benite, projeto de Manuel Graça Dias e Egas José Vieira.
- Hoje O Festival de Almada é um dos festivais de teatro mais respeitados da Europa, com programação internacional todos os julhos.
O Teatro Municipal Joaquim Benite é a casa da Companhia de Teatro de Almada (CTA), companhia residente desde a fundação do edifício. Além da temporada regular — que combina criação própria com dança, música e ópera — o teatro é o coração do Festival de Almada, que desde 1984 traz à cidade companhias de referência nacional e internacional, consolidando a Margem Sul como destino cultural incontornável.